Auto Show de Detroit 2015

Auto Show de Detroit 2015

A 26ª edição do show comprova o final da crise da indústria automobilística nos EUA

SE ALGUÉM TINHA DÚVIDAS sobre o final da crise da indústria automobilística nos Estados Unidos, era só ter vindo ao Auto Show de Detroit para perceber que a saúde do mundo dos motores não poderia ser melhor. Este ano 2015 marca a 26ª edição do Auto Show Internacional da América do Norte, como é conhecido este imenso salão do automóvel, que atrai milhões de visitantes e mais de cinco mil jornalistas, a terceira parte deles vindos de outros países.

20 marcas apresentaram mais de 40 produtos completamente novos, e que se bem com este nome o NAIAS, como é conhecido o Auto Show de Detroit tem menos de tinta anos, a tradição das exposições de carros na capital dos motores acumula mais de um século.

Desta vez, ao contrário de anos anteriores, quando o Auto Show de Detroit era dominado pelos veículos ecológicos, os elétricos, híbridos e outros que destacavam a sua eficiência quanto ao consumo de combustível, este ano, com os preços da gasolina muito mais perto dos dois que dos três dólares, voltaram os super esportivos, os de grande potência, os motores descomunais.

Prova disto são os modelos Charger e Challenger da Dodge, que foram apresentados com motores Hellcat, V8 de 6.2 litros, com 707 cavalos de potencia cada um.

Ford e Acura apresentaram as novas gerações dos seus super esportivos, o novo GT da marca americana que poderia estar nas concessionárias no ano que vem, construído em fibra de carbono e portanto muito leve, com uma aerodinâmica ao mesmo tempo atrativa e eficiente, e um motor V6 EcoBoost de 3.5 litros, com turbos gêmeos que desenvolve mais de 600 cavalos.

Acura voltou a trazer o saudoso NSX, desta vez com um motor V6 a gasolina e três motores elétricos, uma versão de alto desempenho da tração integral SH-AWD da Honda e um preço lá pelos $150,000 dólares. Mary Barra, Presidenta da GM apresentou o Chevrolet Bolt, o novo carro elétrico da marca americana, que vai ter uma autonomia de 200 milhas e um preço de mis ou menos $30,00 dólares e seria um concorrente do tão anunciado Tesla de custo razoável.

As pick-ups foram também trações em Detroit, a Toyota apresentou a nova Tacoma, a Nissan a nova Titan, a Ram a vesão Rebel do 1500, e a Ford, a versão Raptor da F-150,com transmissão automática de 10 velocidades.

A Alfa Romeo aproveitou o Auto Show de Detroit para festejar o lançamento global do seu modelo 4C Spyder, com motor turbo de 4 cilindros e 237 cavalos. Lexus apresentou o seu GS F, a versão esportiva do comportado sedan, com motor de oito cilindros e 467 cavalos.

Na área dos concept cars, três destaques especiais: uma sala de estar sobre rodas, com sistema autônomo de condução; o Hyundai Santa Cruz, um veículo essencialmente urbano, metade utilitário metade perua, e o Volkswagen Cross Coupe GTE, que poderia ser fabricado nos Estados Unidos a partir do quarto trimestre de 2016.

Até carro chinês houve este ano. A Guangzhou Automobile Group, conhecida como “GAC”, veio pela segunda vez ao Cobo Center e trouxe três modelos: o GS4, o GA6 Limited e o WITSTAR Concept. A marca ainda não vende os seus produtos nos Estados Unidos, porém aproveita o Auto Show de Detroit para apresentá-los ao resto do mundo.

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