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Tesla encerra produção do Model S e Model X para abrir caminho à era dos robôs

Ao longo de mais de uma década, o Model S e o Model X não foram apenas carros elétricos de luxo — foram símbolos da ambição tecnológica da Tesla

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Em uma das decisões mais marcantes de sua história recente, a Tesla, Inc. anunciou o fim da produção de seus emblemáticos Model S e Model X — veículos que ajudaram a definir a empresa no mercado de carros elétricos — para abrir espaço à fabricação em grande escala de robôs humanoides Optimus. A mudança, realizada no contexto de sua fábrica de Fremont, na Califórnia, foi confirmada pelo CEO Elon Musk durante a teleconferência sobre os resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 e representa uma guinada estratégica para transformar a fabricante em um centro de robótica e inteligência artificial. 

Ao longo de mais de uma década, o Model S e o Model X não foram apenas carros elétricos de luxo — foram símbolos da ambição tecnológica da Tesla. O Model S, lançado em 2012, e o Model X, introduzido em 2015, ajudaram a consolidar a marca no segmento premium. No entanto, vendas relativamente modestas — menos de 3 % das entregas globais em 2025 — e a ascensão de modelos mais vendidos como o Model 3 e o Model Y catalisaram a decisão de encerrar os programas desses carros. Musk descreveu a aposentadoria dos modelos como uma “despedida honrosa” em favor de uma “futura baseada na autonomia”. 

A decisão de redirecionar a linha de produção de carros para robôs humanoides não é apenas simbólica: a Tesla pretende converter o espaço da fábrica de Fremont em uma linha capaz de produzir até 1 milhão de robôs Optimus por ano, destacando sua aposta na automação como motor do crescimento futuro. A empresa já demonstrou versões de seus robôs e afirma que eles poderão desempenhar tarefas que vão desde serviços industriais até aplicações em ambientes domésticos, embora a tecnologia ainda esteja em desenvolvimento. 

Analistas interpretam o movimento como uma tentativa ousada de reposicionar a Tesla em um cenário competitivo global, em que a fabricante enfrenta não apenas rivais automotivos tradicionais, mas também desafios econômicos — como queda nas receitas e nas margens de lucro. Ao mesmo tempo, Musk tem enfatizado que tecnologias como inteligência artificial, robótica e veículos totalmente autônomos serão pilares da nova era da empresa, ao lado de projetos como robotaxis e o próprio Optimus. 

Com o fim de duas de suas linhas mais míticas, a Tesla entra em um novo capítulo que reflete sua filosofia de inovação disruptiva. Enquanto alguns entusiastas lamentam a saída dos modelos S e X, a transição simboliza a ambição de um futuro em que automóveis tradicionais podem ceder lugar a máquinas autônomas capazes de redefinir categorias inteiras de mobilidade e trabalho.