O 2026 Toyota bZ4X XLE — rebatizado oficialmente como Toyota bZ nos Estados Unidos — mostrou-se muito mais convincente do que o modelo anterior. Avaliei a configuração XLE com tração integral, bateria de 74,7 kWh e dois motores elétricos. A primeira impressão é de um carro mais elegante e resolvido: os para-lamas agora acompanham a cor da carroceria, a assinatura luminosa dianteira ganhou personalidade e o conjunto transmite a sobriedade moderna que se espera de um Toyota elétrico.
Ao volante, a mudança mais expressiva está no desempenho. Os 338 cv combinados chegam de maneira imediata, mas bem calibrada, permitindo acelerar de 0 a 60 mph em 4,9 segundos segundo a fábrica — e em cerca de 4,4 segundos em medições independentes. O bZ não tenta parecer um esportivo artificial; ele usa a potência para realizar ultrapassagens com autoridade e sair de curvas com surpreendente disposição. A direção é leve, porém comunicativa, enquanto a suspensão absorve irregularidades com uma qualidade de rodagem quase premium. O silêncio predomina na cidade, embora o ruído dos pneus se torne mais perceptível em velocidades rodoviárias.
No uso diário, encontrei um elétrico extremamente fácil de compreender. A autonomia EPA de 288 milhas, aproximadamente 463 quilômetros, reduz a ansiedade da rotina, e o conector NACS permite utilizar uma ampla rede de carregadores rápidos. A potência máxima de recarga em corrente contínua permanece em 150 kW, com estimativa de cerca de 30 minutos para passar de 10% a 80% em condições ideais. É um número adequado, mas não tão competitivo quanto o de alguns rivais com arquitetura de recarga mais veloz. A regeneração pode ser ajustada pelas aletas no volante, porém o sistema não oferece uma condução verdadeiramente “one-pedal” até a imobilização completa.
A cabine privilegia espaço, conforto e familiaridade. Os bancos dianteiros aquecidos acomodam bem em trajetos longos, o assoalho traseiro plano favorece os passageiros e o porta-malas de aproximadamente 28 pés cúbicos atende com folga às compras e bagagens de fim de semana. A tela multimídia de 14 polegadas é grande e nítida, com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, enquanto dois carregadores por indução e quatro portas USB-C tornam a convivência mais prática. Também considerei muito bem-vindos os comandos físicos para funções frequentes e o pacote Toyota Safety Sense 3.0, que reúne assistências importantes sem transformar cada interação em um exercício digital.
Há, contudo, pontos que merecem atenção. A posição elevada do quadro de instrumentos exige algum ajuste entre banco e volante, certos plásticos internos não acompanham o refinamento da suspensão e o sistema de navegação nativo ainda carece de um planejador de rotas elétricas realmente completo. Também não há porta-malas dianteiro. Ainda assim, meu saldo é bastante positivo: o XLE AWD combina aceleração vigorosa, conforto genuíno, boa autonomia e uma experiência elétrica descomplicada. Não é o SUV elétrico mais avançado do segmento, mas agora é uma alternativa competitiva, coerente e muito mais desejável.
FICHA TÉCNICA
| Especificação | 2026 Toyota bZ4X/bZ XLE AWD |
|---|---|
| Motorização | Dois motores elétricos síncronos de ímã permanente |
| Bateria | Íons de lítio de 74,7 kWh |
| Potência combinada | 338 cv (338 hp) |
| Autonomia elétrica | 288 milhas EPA, aproximadamente 463 km |
| Transmissão | Relação fixa de uma velocidade, sem câmbio convencional |
| Tração | Integral elétrica AWD, com X-MODE |
| Aceleração de 0–60 mph | 4,9 segundos pela fábrica; cerca de 4,4 segundos em teste independente |
| Recarga | AC de até 11 kW; DC de até 150 kW; conector NACS |
| Conforto e tecnologia | Bancos dianteiros aquecidos, tela de 14”, CarPlay e Android Auto sem fio, dois carregadores Qi, quatro USB-C, tampa traseira elétrica e Toyota Safety Sense 3.0 |
| Preço estimado nos EUA | MSRP de aproximadamente US$ 39.900; cerca de US$ 41.350 com taxa de destino |




































